martes, 7 de octubre de 2014

"As estrelas", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)

Foram-se abrindo aos poucos as estrelas...
De margaridas lindo campo em flor!
Tão alto o Céu!... Pudesse eu ir colh-las...
Diria alguma se me tens amor.

Estrelas altas! Que se importam elas?
Tão longe estão... Tão longe deste mundo...
Trêmulo bando de distantes velas
Ancoradas no azul do céu profundo...

Porém meu coração quase parava,
Lá foram voando as esperanças minhas
Quando uma, dentre aquelas estrelinhas,

Deus a guie! do céu se despencou...
Com certeza era o amor que tu me tinhas
Que repentinamente se acabou!

Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)


LAS ESTRELLAS

Poco a poco se fueron abriendo las estrellas...
¡Lindo campo de margaritas en flor!
¡Tan alto el Cielo!... Si pudiera cogerlas...
Alguna me diría si me tienes amor.

¡Altas estrellas! ¡Qué les importa a ellas!
Están tan lejos... Tan lejos de este mundo...
Trémulo grupo de distantes velas
Ancladas en el cielo azul profundo...

Pero mi corazón casi paraba,
Volando fueron las esperanzas mías
Cuando una, de entre aquellas estrellitas,

¡La guió Dios! del cielo se cayó...
Seguro era el amor que me tenías
¡Que repentinamente se acabó!

Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)

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