No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
LO QUE EL VIENTO NO SE LLEVÓ
Al final verás que las cosas más leves son las únicas
que el viento no consiguió llevarse:
un antiguo estribillo
una caricia en el momento preciso
pasar las hojas de un libro de poemas
el olor que un día tenía el mismo viento...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
Mostrando entradas con la etiqueta Traducciones de Mario Quintana. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Traducciones de Mario Quintana. Mostrar todas las entradas
lunes, 3 de noviembre de 2014
domingo, 2 de noviembre de 2014
"Esses inquietos ventos", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Esses inquietos ventos andarinhos
Passam e dizem: "Vamos caminhar,
Nós conhecemos misteriosos trilhos,
Bosques antigos onde é bom sonhar...
E há tantas virgens a sonhar idílios!
E tu não vieste, sob a paz lunar,
Beijar os seus entrefechados cílios
E as dolorosas bocas a ofegar..."
Os ventos vêm e batem-me à janela:
"A tua vida que fizeste dela?"
E chega a morte: "Anda! Vem dormir.."
Faz tanto frio... E é tão macia a cama:
Mas toda a longa noite inda hei de ouvir
A inquieta voz do vento que me chame!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
ESOS INQUIETOS VIENTOS ANDARINES
Esos inquietos vientos andarines
Pasan y dicen: "Vamos a caminar,
Nosotros conocemos misteriosos senderos,
Bosques antiguos donde es bueno soñar...
¡Y hay tantas vírgenes con quien soñar idilios!
Y tú no viniste, bajo la paz lunar,
A besar sus entreabiertas pestañas
Y las dolorosas bocas a jadear..."
Los vientos vienen y golpean mi ventana:
"¿Qué hiciste de tu vida?"
Y llega la muerte: "¡Anda! ¡Vente a dormir.."
Hace tanto frío... Y es tan blanda la cama:
Pero toda la larga noche aún he de oír
La inquieta voz del viento que me llama!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
Passam e dizem: "Vamos caminhar,
Nós conhecemos misteriosos trilhos,
Bosques antigos onde é bom sonhar...
E há tantas virgens a sonhar idílios!
E tu não vieste, sob a paz lunar,
Beijar os seus entrefechados cílios
E as dolorosas bocas a ofegar..."
Os ventos vêm e batem-me à janela:
"A tua vida que fizeste dela?"
E chega a morte: "Anda! Vem dormir.."
Faz tanto frio... E é tão macia a cama:
Mas toda a longa noite inda hei de ouvir
A inquieta voz do vento que me chame!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
ESOS INQUIETOS VIENTOS ANDARINES
Esos inquietos vientos andarines
Pasan y dicen: "Vamos a caminar,
Nosotros conocemos misteriosos senderos,
Bosques antiguos donde es bueno soñar...
¡Y hay tantas vírgenes con quien soñar idilios!
Y tú no viniste, bajo la paz lunar,
A besar sus entreabiertas pestañas
Y las dolorosas bocas a jadear..."
Los vientos vienen y golpean mi ventana:
"¿Qué hiciste de tu vida?"
Y llega la muerte: "¡Anda! ¡Vente a dormir.."
Hace tanto frío... Y es tan blanda la cama:
Pero toda la larga noche aún he de oír
La inquieta voz del viento que me llama!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
sábado, 1 de noviembre de 2014
"Maquinações da insônia", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Maquinações da insônia
Na meia-noite da memória
O relógio de meu pai
Abre-se ao meio como um fruto
O pince-nez de Tia Élida
Com seu frágil brilho de prata
Anula-se...
Suspiro: a menina aquela
A menina que eu mais gostava
Tinha uns olhos cor-de-cinza...
Onde andará seu fantasminha?
Tudo agora se enevoa... Fim?
Mas de repente, ó Adalgisa,
Ressuscitas-me!
Oh! A menininha...
A tia...
O relógio de meu pai...
E a minha mão como um polvo
Na tua vulva convulsa!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
MAQUINACIONES DEL INSOMNIO
En la medianoche de la memoria
El reloj de mi padre
Se abre por la mitad como un fruto
Los quevedos de tía Élida
Con su frágil brillo de plata
Se esfuman...
Suspiro: aquella niña
La niña que a mí más me gustaba
Tenía unos ojos color ceniza...
¿Dónde andará su fantasmita?
Todo ahora se aniebla... ¿Fin?
Pero de repente, ¡oh, Adalgisa,
Me resucitas!
¡Oh! La niñita...
La tía...
El reloj de mi padre...
¡Y mi mano como un pulso
En tu vulva convulsa!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Na meia-noite da memória
O relógio de meu pai
Abre-se ao meio como um fruto
O pince-nez de Tia Élida
Com seu frágil brilho de prata
Anula-se...
Suspiro: a menina aquela
A menina que eu mais gostava
Tinha uns olhos cor-de-cinza...
Onde andará seu fantasminha?
Tudo agora se enevoa... Fim?
Mas de repente, ó Adalgisa,
Ressuscitas-me!
Oh! A menininha...
A tia...
O relógio de meu pai...
E a minha mão como um polvo
Na tua vulva convulsa!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
MAQUINACIONES DEL INSOMNIO
En la medianoche de la memoria
El reloj de mi padre
Se abre por la mitad como un fruto
Los quevedos de tía Élida
Con su frágil brillo de plata
Se esfuman...
Suspiro: aquella niña
La niña que a mí más me gustaba
Tenía unos ojos color ceniza...
¿Dónde andará su fantasmita?
Todo ahora se aniebla... ¿Fin?
Pero de repente, ¡oh, Adalgisa,
Me resucitas!
¡Oh! La niñita...
La tía...
El reloj de mi padre...
¡Y mi mano como un pulso
En tu vulva convulsa!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
viernes, 31 de octubre de 2014
"Lágrima", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Denso, mas transparente
Como uma lágrima...
Que me dera
Um poema assim!
Mas...
Este rascar da pena! Esse
Ringir das articulações... Não ouves?!
Ai do poema
Que assim escreve a mão infiel
Enquanto - em silêncio - a pobre alma
Pacientemente espera.
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
LÁGRIMA
Denso, pero transparente
Como una lágrima...
¡Quién me diera
Un poema así!
Pero...
¡Este rascar de la pena! Ese
Crujir de las bisagras... ¿No los oyes?
Ay del poema
Que así escribe la mano infiel
Mientras -en silencio- la pobre alma
Pacientemente espera.
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
Como uma lágrima...
Que me dera
Um poema assim!
Mas...
Este rascar da pena! Esse
Ringir das articulações... Não ouves?!
Ai do poema
Que assim escreve a mão infiel
Enquanto - em silêncio - a pobre alma
Pacientemente espera.
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
LÁGRIMA
Denso, pero transparente
Como una lágrima...
¡Quién me diera
Un poema así!
Pero...
¡Este rascar de la pena! Ese
Crujir de las bisagras... ¿No los oyes?
Ay del poema
Que así escribe la mano infiel
Mientras -en silencio- la pobre alma
Pacientemente espera.
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
jueves, 30 de octubre de 2014
"Essa lembrança que nos vem", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Essa lembrança que nos vem às vezes...
folha súbita
que tomba
abrindo na memória a flor silenciosa
de mil e uma pétalas concêntricas...
Essa lembrança... mas de onde? de quem?
Essa lembrança talvez nem seja nossa,
mas de alguém que, pensando em nós, só possa
mandar um eco do seu pensamento
nessa mensagem pelos céus perdida...
Ai! Tão perdida
que nem se possa saber mais de quem!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
ESE RECUERDO QUE NOS LLEGA
Ese recuerdo que nos llega a veces...
hoja súbita
que cae
abriendo en la memoria la flor silenciosa
de mil y un pétalos concéntricos...
Ese recuerdo... pero ¿de donde? ¿de quién?
Ese recuerdo tal vez ni sea nuestro,
sino de alguien que, pensando en nosotros, sólo puede
mandar un eco de su pensamiento
en ese mensaje perdido por los cielos...
¡Ay! ¡Tan perdido
que ni se puede saber de quién es!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
folha súbita
que tomba
abrindo na memória a flor silenciosa
de mil e uma pétalas concêntricas...
Essa lembrança... mas de onde? de quem?
Essa lembrança talvez nem seja nossa,
mas de alguém que, pensando em nós, só possa
mandar um eco do seu pensamento
nessa mensagem pelos céus perdida...
Ai! Tão perdida
que nem se possa saber mais de quem!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
ESE RECUERDO QUE NOS LLEGA
Ese recuerdo que nos llega a veces...
hoja súbita
que cae
abriendo en la memoria la flor silenciosa
de mil y un pétalos concéntricos...
Ese recuerdo... pero ¿de donde? ¿de quién?
Ese recuerdo tal vez ni sea nuestro,
sino de alguien que, pensando en nosotros, sólo puede
mandar un eco de su pensamiento
en ese mensaje perdido por los cielos...
¡Ay! ¡Tan perdido
que ni se puede saber de quién es!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
miércoles, 29 de octubre de 2014
"Do ideal", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Como são belas
indizivelmente belas
essas estátuas mutiladas...
Porque nós mesmos lhes esculpimos
- com a matéria invisível do ar -
o gesto de um braço... uma cabeça anelada... um seio...
tudo o que lhes falta!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
DEL IDEAL
Que bellas son
inexplicablemente bellas
esas estatuas mutiladas...
Porque nosotros mismos las esculpimos
-con la materia invisible del aire-
el gesto de un brazo... una cabeza ausente... un seno...
¡todo lo que les falta!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
indizivelmente belas
essas estátuas mutiladas...
Porque nós mesmos lhes esculpimos
- com a matéria invisível do ar -
o gesto de um braço... uma cabeça anelada... um seio...
tudo o que lhes falta!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
DEL IDEAL
Que bellas son
inexplicablemente bellas
esas estatuas mutiladas...
Porque nosotros mismos las esculpimos
-con la materia invisible del aire-
el gesto de un brazo... una cabeza ausente... un seno...
¡todo lo que les falta!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
martes, 28 de octubre de 2014
"Fantástica", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Ampla se estende a erma planície nua.
Cobre-a o funéreo manto do luar
E cada sombra no chão se recorta
Com nitidez de paisagem lunar.
Mas que imobilidade singular
Que as coisas têm! E que nudez! Aflito,
O ouvido indaga, espera... E nem um grito
Vem o imóvel silêncio apunhalar.
Mostra-se a Lua. A sua enorme face
Lembra um disco de prata formidando
Que um Titã aos Céus arremessasse;
Vem branca, branca, de um palor que pasma.
E enquanto vai a Lua transmontando
Uiva lugubremente um cão fantasma.
FANTÁSTICA
Amplia se extiende la yerma llanura desnuda.
La cubre el funéreo manto del luar
Y cada sombra en el suelo se recorta
Con nitidez de paisaje lunar.
¡Pero que inmovilidad singular
Tienen las cosas! ¡Y qué desnudez! Afligido,
El oído indaga, espera... Y ni un grito
Viene el inmóvil silencio a apuñalar.
Se muestra la Luna. Su enorme faz
Recuerda un formidable disco de plata
Que un Titán a los Cielos arrojase;
Viene blanca, blanca, de una palidez que pasma.
Y mientras la Luna va ascendiendo
Aúlla lúgubremente un perro fantasma.
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
Cobre-a o funéreo manto do luar
E cada sombra no chão se recorta
Com nitidez de paisagem lunar.
Mas que imobilidade singular
Que as coisas têm! E que nudez! Aflito,
O ouvido indaga, espera... E nem um grito
Vem o imóvel silêncio apunhalar.
Mostra-se a Lua. A sua enorme face
Lembra um disco de prata formidando
Que um Titã aos Céus arremessasse;
Vem branca, branca, de um palor que pasma.
E enquanto vai a Lua transmontando
Uiva lugubremente um cão fantasma.
FANTÁSTICA
Amplia se extiende la yerma llanura desnuda.
La cubre el funéreo manto del luar
Y cada sombra en el suelo se recorta
Con nitidez de paisaje lunar.
¡Pero que inmovilidad singular
Tienen las cosas! ¡Y qué desnudez! Afligido,
El oído indaga, espera... Y ni un grito
Viene el inmóvil silencio a apuñalar.
Se muestra la Luna. Su enorme faz
Recuerda un formidable disco de plata
Que un Titán a los Cielos arrojase;
Viene blanca, blanca, de una palidez que pasma.
Y mientras la Luna va ascendiendo
Aúlla lúgubremente un perro fantasma.
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
lunes, 27 de octubre de 2014
"Poema", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Tão nossa
e tão além
- a que mundo pertences, Greta Garbo?
Oh, desde os laranjais em flor:
Ana... Cristina... Margarida... tantas
e tantas... como te amei... Visão!
As outras
agora
é que me parecem irreais
- sombras que se esvaíram numa tela...
Tu? Não!
Instante e eternidade,
o teu sorriso é imemorial como as Pirâmides
e puro como a flor que abriu na manhã de hoje!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
POEMA
Tan nuestra
y tan ajena
-¿a que mundo pertenencias, Greta Garbo?
Oh, desde los naranjos en flor:
Ana... Cristina... Margarita... tantas
y tantas... como te amé... ¡Visión!
Las otras
ahora
son las que me parecen irreales
-sombras que se desvanecen en una pantalla...
¿Tú? ¡No!
Instante y eternidad,
tu sonrisa es inmemorial como las Pirámides
¡y pura como la flor que abrió esta mañana!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
e tão além
- a que mundo pertences, Greta Garbo?
Oh, desde os laranjais em flor:
Ana... Cristina... Margarida... tantas
e tantas... como te amei... Visão!
As outras
agora
é que me parecem irreais
- sombras que se esvaíram numa tela...
Tu? Não!
Instante e eternidade,
o teu sorriso é imemorial como as Pirâmides
e puro como a flor que abriu na manhã de hoje!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
POEMA
Tan nuestra
y tan ajena
-¿a que mundo pertenencias, Greta Garbo?
Oh, desde los naranjos en flor:
Ana... Cristina... Margarita... tantas
y tantas... como te amé... ¡Visión!
Las otras
ahora
son las que me parecen irreales
-sombras que se desvanecen en una pantalla...
¿Tú? ¡No!
Instante y eternidad,
tu sonrisa es inmemorial como las Pirámides
¡y pura como la flor que abrió esta mañana!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
domingo, 26 de octubre de 2014
"Eu escrevi um poema triste", Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
YO ESCRIBÍ UN POEMA TRISTE
Yo escribí un poema triste
Y bello, sólo por su tristeza.
No viene de ti esa tristeza
Sino de lo mudable del Tiempo,
Que unas veces nos trae esperanzas
Y otras nos causa incertidumbre...
Ni le importa, al viejo Tiempo,
Que seas fiel o infiel...
Me quedo, junto a la corriente,
Mirando las horas tan breves...
Y con las cartas que me escribes
¡Hago barcos de papel!
Mario Quintana
(Versión de Pedro Casas Serra)
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
YO ESCRIBÍ UN POEMA TRISTE
Yo escribí un poema triste
Y bello, sólo por su tristeza.
No viene de ti esa tristeza
Sino de lo mudable del Tiempo,
Que unas veces nos trae esperanzas
Y otras nos causa incertidumbre...
Ni le importa, al viejo Tiempo,
Que seas fiel o infiel...
Me quedo, junto a la corriente,
Mirando las horas tan breves...
Y con las cartas que me escribes
¡Hago barcos de papel!
Mario Quintana
(Versión de Pedro Casas Serra)
sábado, 25 de octubre de 2014
"Matinal", Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Entra o sol, gato amarelo, e fica
à minha espreita, no tapete claro.
Antes de abrir os olhos, sei que o dia
virá olhar-me por detrás das árvores.
Ah! sentir-me ainda vivo sobre a face da Terra
enquanto a vida me devora...
Me espreguiço, entredurmo... O anjo da luz espera-me
Como alguém que vigiasse uma crisálida.
Pé ante pé, do leito, aproxima-se um verso
para a canção de despertar:
os ritmos do tráfego vibram como uma cigarra,
a tua voz nas minhas veias corre,
e alguns pedaços coloridos do meu sonho
devem andar por esse ar, perdidos...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
MATINAL
Entra el sol, gato amarillo, y queda
a mi acecho, sobre la alfombra clara.
Antes de abrir los ojos, sé que el día
vendrá a mirarme por detrás de los árboles.
¡Ah! sentirme aún vivo sobre la faz de la Tierra
mientras la vida me devora...
Me desperezo, medio dormido... El ángel de la luz me espera
Cómo quien vigilara una crisálida.
Paso a paso, del lecho, se aproxima un verso
para la canción de despertar:
los ritmos del tráfico vibran como una cigarra,
tu voz en mis venas corre,
y algunos pedazos coloreados de mi sueño
deben de andar por ese aire, perdidos...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
à minha espreita, no tapete claro.
Antes de abrir os olhos, sei que o dia
virá olhar-me por detrás das árvores.
Ah! sentir-me ainda vivo sobre a face da Terra
enquanto a vida me devora...
Me espreguiço, entredurmo... O anjo da luz espera-me
Como alguém que vigiasse uma crisálida.
Pé ante pé, do leito, aproxima-se um verso
para a canção de despertar:
os ritmos do tráfego vibram como uma cigarra,
a tua voz nas minhas veias corre,
e alguns pedaços coloridos do meu sonho
devem andar por esse ar, perdidos...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
MATINAL
Entra el sol, gato amarillo, y queda
a mi acecho, sobre la alfombra clara.
Antes de abrir los ojos, sé que el día
vendrá a mirarme por detrás de los árboles.
¡Ah! sentirme aún vivo sobre la faz de la Tierra
mientras la vida me devora...
Me desperezo, medio dormido... El ángel de la luz me espera
Cómo quien vigilara una crisálida.
Paso a paso, del lecho, se aproxima un verso
para la canción de despertar:
los ritmos del tráfico vibran como una cigarra,
tu voz en mis venas corre,
y algunos pedazos coloreados de mi sueño
deben de andar por ese aire, perdidos...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
viernes, 24 de octubre de 2014
"Ah! Os relógios", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia em for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais um necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
¡AH! LOS RELOJES
Amigos, no miréis a los relojes
cuando un día en el ser de vuestras vidas
en fútiles problemas tan perdidas
que hasta parecen más un necrológico...
Porque el tiempo invención es de la muerte:
no conoce la vida -verdadera-
en que basta un momento de poesía
para darnos la eternidad entera.
Entera, si, porque esa vida eterna
solamente por sí es dividida:
no toca, a cada cuál, una porción.
Los Ángeles se miran sorprendidos
si alguien -al llegar a la otra vida-
les pregunta quizá que hora es...
Mario Quintana
(versión de Pedro Casas Serra)
quando um dia em for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais um necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
¡AH! LOS RELOJES
Amigos, no miréis a los relojes
cuando un día en el ser de vuestras vidas
en fútiles problemas tan perdidas
que hasta parecen más un necrológico...
Porque el tiempo invención es de la muerte:
no conoce la vida -verdadera-
en que basta un momento de poesía
para darnos la eternidad entera.
Entera, si, porque esa vida eterna
solamente por sí es dividida:
no toca, a cada cuál, una porción.
Los Ángeles se miran sorprendidos
si alguien -al llegar a la otra vida-
les pregunta quizá que hora es...
Mario Quintana
(versión de Pedro Casas Serra)
jueves, 23 de octubre de 2014
"As civilizações", Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
As civilizações
As civilizações desabam
por implosão...
Depois,
como um filme passando às avessas
elas se erguem em câmera lenta do chão.
Não há de ser nada...
Os arqueólogos esperam, pacientemente,
A sua ocasião!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
LAS CIVILIZACIONES
Las civilizaciones caen
por implosión...
Después,
como una película pasada al revés
se levantan del suelo a cámara lenta.
No tiene importancia...
¡Los arqueólogos esperan, pacientemente,
Su ocasión!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
As civilizações desabam
por implosão...
Depois,
como um filme passando às avessas
elas se erguem em câmera lenta do chão.
Não há de ser nada...
Os arqueólogos esperam, pacientemente,
A sua ocasião!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
LAS CIVILIZACIONES
Las civilizaciones caen
por implosión...
Después,
como una película pasada al revés
se levantan del suelo a cámara lenta.
No tiene importancia...
¡Los arqueólogos esperan, pacientemente,
Su ocasión!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
miércoles, 22 de octubre de 2014
"Estatística", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
As crianças,
sem um tiro aliás,
e isso é que tornava o caso ainda mais espantoso,
morriam mais do que índios nos filmes norte-americanos.
E quando a gente acaso perguntava,
para se mostrar atencioso:
"Quantos filhos a senhota tem, Comadre?"
a comadre respondia, com ternura:
"Eu tenho quatro filhos e nove anjinhos..."
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
ESTADÍSTICA
Los niños,
sin un tiro además,
y eso hacía el asunto aún más asombroso,
morían más que los indios en las películas norteamericanas.
Y cuando la gente preguntaba,
quizás para mostrar su interés:
"¿Cuántos hijos tiene, señora comadre?"
la comadre respondía, con ternura:
"Yo tengo cuatro hijos y nueve angelitos..."
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
sem um tiro aliás,
e isso é que tornava o caso ainda mais espantoso,
morriam mais do que índios nos filmes norte-americanos.
E quando a gente acaso perguntava,
para se mostrar atencioso:
"Quantos filhos a senhota tem, Comadre?"
a comadre respondia, com ternura:
"Eu tenho quatro filhos e nove anjinhos..."
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
ESTADÍSTICA
Los niños,
sin un tiro además,
y eso hacía el asunto aún más asombroso,
morían más que los indios en las películas norteamericanas.
Y cuando la gente preguntaba,
quizás para mostrar su interés:
"¿Cuántos hijos tiene, señora comadre?"
la comadre respondía, con ternura:
"Yo tengo cuatro hijos y nueve angelitos..."
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
martes, 21 de octubre de 2014
"O umbigo", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
O teu querido umbigo
Doce nunho do meu beijo
Capital do meu Desejo
Em suas dobras misteriosas,
Ouço a voz da natureza
Num eco doce e profundo,
Não só o centro de um corpo,
Também o centro do mundo!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
EL OMBLIGO
Tu querido ombligo
Dulce nido de mi beso
Capital de mi Deseo
En sus pliegues misteriosos,
Oigo la voz de la naturaleza
En un eco dulce y profundo,
No es sólo el centro de un cuerpo,
¡Es también el centro del mundo!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
Doce nunho do meu beijo
Capital do meu Desejo
Em suas dobras misteriosas,
Ouço a voz da natureza
Num eco doce e profundo,
Não só o centro de um corpo,
Também o centro do mundo!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
EL OMBLIGO
Tu querido ombligo
Dulce nido de mi beso
Capital de mi Deseo
En sus pliegues misteriosos,
Oigo la voz de la naturaleza
En un eco dulce y profundo,
No es sólo el centro de un cuerpo,
¡Es también el centro del mundo!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
lunes, 20 de octubre de 2014
"O siléncio", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
O mundo, às vezes, fica-me tão insignificativo
Como um filme que houvesse perdido de repente o som.
Vejo homens, mulheres: peixes abrindo e fechando a boca num aquário
Ou multidões: macacos pula-pulando nas arquubancadas dos estádios...
Mas o mais triste é essa tristeza toda colorida dos carnavais
Como a maquilagem das velhas prostitutas fazendo trottoir.
Às vezes eu penso que já fui um dia um rei, imóvel no seu palanque,
Obrigado a ficar olhando
Intermináveis desfiles, torneios, procissões, tudo isso...
Oh! Decididamente o meu reino não é deste mundo!
Nem do outro...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
EL SILENCIO
El mundo, a veces, me resulta tan falto de sentido
Como una película que hubiera perdido de golpe el sonido.
Veo hombres, mujeres: peces abriendo y cerrando la boca en un acuario
O multitudes: monos saltando en los gradas de los estadios...
Pero lo más triste es esa tristeza tan coloreada de los carnavales
Como el maquillaje de las viejas prostitutas haciendo la calle.
A veces pienso que ya fui un día rey, inmóvil en su estrado,
Obligado a seguir mirando
Interminables desfiles, torneos, procesiones, todo eso...
¡Oh! ¡Decididamente mi reino no es de este mundo!
Ni del otro...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
Como um filme que houvesse perdido de repente o som.
Vejo homens, mulheres: peixes abrindo e fechando a boca num aquário
Ou multidões: macacos pula-pulando nas arquubancadas dos estádios...
Mas o mais triste é essa tristeza toda colorida dos carnavais
Como a maquilagem das velhas prostitutas fazendo trottoir.
Às vezes eu penso que já fui um dia um rei, imóvel no seu palanque,
Obrigado a ficar olhando
Intermináveis desfiles, torneios, procissões, tudo isso...
Oh! Decididamente o meu reino não é deste mundo!
Nem do outro...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
EL SILENCIO
El mundo, a veces, me resulta tan falto de sentido
Como una película que hubiera perdido de golpe el sonido.
Veo hombres, mujeres: peces abriendo y cerrando la boca en un acuario
O multitudes: monos saltando en los gradas de los estadios...
Pero lo más triste es esa tristeza tan coloreada de los carnavales
Como el maquillaje de las viejas prostitutas haciendo la calle.
A veces pienso que ya fui un día rey, inmóvil en su estrado,
Obligado a seguir mirando
Interminables desfiles, torneos, procesiones, todo eso...
¡Oh! ¡Decididamente mi reino no es de este mundo!
Ni del otro...
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
domingo, 19 de octubre de 2014
"Verão", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Quando os sapatos ringem
- quem diria?
São os teus pés que estão cantando!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
VERANO
Cuando los zapatos resoplan
-¿quién lo diría?
¡Son tus pies que están cantando!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
- quem diria?
São os teus pés que estão cantando!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
VERANO
Cuando los zapatos resoplan
-¿quién lo diría?
¡Son tus pies que están cantando!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
sábado, 18 de octubre de 2014
"À maneira de Jacques Prévert", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Um homem de visão com uma mulher de vison
Um homem público e uma mulher pública
A poluição diurna e as poluções noturnas
O rabo do olho num rabo de saia
Um gato escaldado e um cachorro-quente
Um tigre de Bengala e um gato de guarda-chuva
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
A LA MANERA DE JACQUES PRÉVERT
Un hombre de visión con una mujer de visón
Un hombre público y una mujer pública
La polución diurna y las poluciones nocturnas
El extremo del ojo en un extremo de falda
Un gato escaldado y un perrito caliente
Un tigre de Bengala* y un gato de apoyo
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
* En portugués, “bengala” también puede significar bastón.
Um homem público e uma mulher pública
A poluição diurna e as poluções noturnas
O rabo do olho num rabo de saia
Um gato escaldado e um cachorro-quente
Um tigre de Bengala e um gato de guarda-chuva
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
A LA MANERA DE JACQUES PRÉVERT
Un hombre de visión con una mujer de visón
Un hombre público y una mujer pública
La polución diurna y las poluciones nocturnas
El extremo del ojo en un extremo de falda
Un gato escaldado y un perrito caliente
Un tigre de Bengala* y un gato de apoyo
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
* En portugués, “bengala” también puede significar bastón.
viernes, 17 de octubre de 2014
"Quem ama inventa", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressureições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz a gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
QUIEN AMA INVENTA
Quien ama inventa las cosas que ama...
Tal vez llegaste cuando te soñaba.
¡Entonces de repente se encendió la llama!
Era la brasa dormida que despertaba...
Y era un revuelo sobre las ruinas,
En el aire atónito repicaban campanas,
Tañidas por unos ángeles peregrinos
Cuyo don es hacer resucitar...
¿Un ritmo divino? ¡Oh! Simplemente
El palpitar de nuestros corazones
Batiendo juntos y alegremente,
O solos, en un ritmo tristón...
¡Oh! mi pobre, mi gran amor lejano,
No sabes tú el bien que hace a la gente
Haber soñado... ¡y haber vivido el sueño!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressureições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz a gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
QUIEN AMA INVENTA
Quien ama inventa las cosas que ama...
Tal vez llegaste cuando te soñaba.
¡Entonces de repente se encendió la llama!
Era la brasa dormida que despertaba...
Y era un revuelo sobre las ruinas,
En el aire atónito repicaban campanas,
Tañidas por unos ángeles peregrinos
Cuyo don es hacer resucitar...
¿Un ritmo divino? ¡Oh! Simplemente
El palpitar de nuestros corazones
Batiendo juntos y alegremente,
O solos, en un ritmo tristón...
¡Oh! mi pobre, mi gran amor lejano,
No sabes tú el bien que hace a la gente
Haber soñado... ¡y haber vivido el sueño!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
jueves, 16 de octubre de 2014
"Inscrição para um portão de cemitério", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Na mesma padre se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
INSCRIPCIÓN PARA UN PÓRTICO DE CEMENTERIO
En la misma piedra aparecen,
tal como entiende la gente,
Una estrella -para cuando se nace,
Una cruz -para cuando se muere.
Pero cuantos aquí reposan
Han de corregirnos así:
"¡Pónganme la cruz al principio...
Y la luz de la estrella al final!"
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
INSCRIPCIÓN PARA UN PÓRTICO DE CEMENTERIO
En la misma piedra aparecen,
tal como entiende la gente,
Una estrella -para cuando se nace,
Una cruz -para cuando se muere.
Pero cuantos aquí reposan
Han de corregirnos así:
"¡Pónganme la cruz al principio...
Y la luz de la estrella al final!"
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
miércoles, 15 de octubre de 2014
"Não basta saber amar...", de Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
Para Milton Quintana
Neste mundo, que tanto mal encerra,
não basta saber amar,
mas também saber odiar,
não só servir a paz, mas também ir para a guerra.
Seguiremos assim o próprio exemplo
de Jesus, que tanto amor pregou na Terra...,
quando Ele,
num ímpeto de cólera,
a relhaço expolsou os vendilhões do templo!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
NO BASTA SABER AMAR...
Para Milton Quintana
En este mundo, que tanto mal encierra,
no basta saber amar,
sino también saber odiar,
no sólo servir a la paz, sino también ir a la guerra.
Así seguiremos el ejemplo
de Jesús, que tanto amor predicó en la Tierra...,
cuando Él,
en un ímpetu de cólera,
¡expulsó a trallazos a los vendedores del templo!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
Neste mundo, que tanto mal encerra,
não basta saber amar,
mas também saber odiar,
não só servir a paz, mas também ir para a guerra.
Seguiremos assim o próprio exemplo
de Jesus, que tanto amor pregou na Terra...,
quando Ele,
num ímpeto de cólera,
a relhaço expolsou os vendilhões do templo!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
NO BASTA SABER AMAR...
Para Milton Quintana
En este mundo, que tanto mal encierra,
no basta saber amar,
sino también saber odiar,
no sólo servir a la paz, sino también ir a la guerra.
Así seguiremos el ejemplo
de Jesús, que tanto amor predicó en la Tierra...,
cuando Él,
en un ímpetu de cólera,
¡expulsó a trallazos a los vendedores del templo!
Mario Quintana (A Cor do Invisível, 1989)
(Versión de Pedro Casas Serra)
Suscribirse a:
Entradas (Atom)
