Teus olhos vêem
reflexos de sombras
de teus olhos...
Lanças em imagens imaginàrias
reflexos de sombras
de tuas próprias imagens...
Pressupões nas mentes alheias
reflexos de sombras
de tua própria mente...
Juigas
olhos... imagens... mentes... corações...
sob o reflexo das sombras
que te aprisionam...
Tu não vês além de teu reflexo...
Tu não podes ver
a sombra de tu aimagem te cega...
Tu não comprendes
nem mesmo a tua incompreensão...
Tua mente projeta reflexos
de desejos... de desencantos... de delírios
reprimidos... contidos... amordaçados...
Tu não podes compreender...
Só compreende aquele que conhece...
Para conhecer além
é preciso se conhecer
e tu não te conheces...
Tu não vês
nem conheces
nem compreendes...
Estás preso
à teia de tuas pressuposições...
Estás enredado nas ilusões
dos reflexos de tua sombra...
Para ver e compreender
é preciso vestir asas de liberdade
na inocència dos anjos...
Para ver e compreender
é preciso ultrapassar
os limites dos reflexos
e as ilusões das sombras...
Maria Lua
Ilusiones
Tus ojos ven
reflejos de sombras
de tus ojos...
Lanzas en imágenes imaginarias
reflejos de sombras
de tus propias imágenes...
Presupones en las mentes ajenas
reflejos de sombras
de tu propia mente...
Juzgas
ojos... imágenes... mentes... corazones...
bajo el reflejo de las sombras
que te aprisionan...
Tú no ves más allá de tu reflejo...
No puedes ver
la sombra de tú imagen te ciega...
Tú no comprendes
ni aún tu incomprensión...
Tu mente proyecta reflejos
de deseos... de desencantos... de delirios
reprimidos... contenidos... amordazados...
No puedes comprender...
Sólo comprende aquel que conoce...
Para conocer más allá
es preciso conocerse
y tú no te conoces...
Tú no ves
ni conoces
ni comprendes...
Estás prendido
en la telaraña de tus presuposiciones...
Estás enredado en las ilusiones
de los reflejos de tu sombra...
Para ver y comprender
es preciso vestir alas de libertad
en la inocencia de los ángeles...
Para ver y comprender
es preciso ultrapasar
los límites de los reflejos
y las ilusiones de las sombras...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
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domingo, 26 de febrero de 2012
sábado, 25 de febrero de 2012
"Desejos" de Maria Lua
Queria teu abraço de incêndios
nas chamas de meu corpo inquieto...
Queria fulgores de delírios
no veio dos meus desacertos...
Queria tua sombra beijando minha sombra
em qualquer esquina
em qualquer caminho
em qualquer segredo...
Queria que descesses do teu silêncio
e alunissasses em meu silêncio
ante o olhar de ternura dos vaga-lumes e dos grilos...
Queria que ancorasses teu cansaço
no porto inseguro de meu cansaço...
Queria teu sonho sonhando meu sonho
apesar das incertezas
apesar das inquietudes
apesar do caos...
Queria beber o vinho de teu desejo
na taça do meu desejo
e recriar cintilações de prazer
êxtase de um instante
instante de magia e eternidade
na vindima da paixão...
Queria ser teu vinho de loucuras
e que fosses também o meu vinho de loucuras
na agonia luminosa do amor...
Queria ser teu anjo teu leme
teu erro tua perdição
teu vôo teu naufrágio
teu eterno e único desejo...
Maria Lua
Deseos
Quería tu abrazo de incendios
en las llamas de mi cuerpo inquieto...
Quería fulgores de delirios
en la veta de mis desaciertos...
Quería tu sombra besando mi sombra
en cualquiera esquina
en cualquier camino
en cualquier secreto...
Quería que descendieras de tu silencio
y alunizaras en mi silencio
ante la mirada tierna de luciérnagas y grillos...
Quería que anclaras tu cansancio
en el puerto inseguro de mi cansancio...
Quería tu sueño soñando mi sueño
a pesar de las incertidumbres
a pesar de las inquietudes
a pesar del caos...
Quería beber el vino de tu deseo
en la copa de mi deseo
y recrear tintineos de placer
éxtasis de un instante
instante de magia y eternidad
en la vendimia de la pasión...
Quería ser tu vino de locuras
y que tú fueras también mi vino de locuras
en la agonía luminosa del amor...
Quería ser tu ángel tu timón
tu error tu perdición
tu vuelo tu naufragio
tu eterno y único deseo...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
nas chamas de meu corpo inquieto...
Queria fulgores de delírios
no veio dos meus desacertos...
Queria tua sombra beijando minha sombra
em qualquer esquina
em qualquer caminho
em qualquer segredo...
Queria que descesses do teu silêncio
e alunissasses em meu silêncio
ante o olhar de ternura dos vaga-lumes e dos grilos...
Queria que ancorasses teu cansaço
no porto inseguro de meu cansaço...
Queria teu sonho sonhando meu sonho
apesar das incertezas
apesar das inquietudes
apesar do caos...
Queria beber o vinho de teu desejo
na taça do meu desejo
e recriar cintilações de prazer
êxtase de um instante
instante de magia e eternidade
na vindima da paixão...
Queria ser teu vinho de loucuras
e que fosses também o meu vinho de loucuras
na agonia luminosa do amor...
Queria ser teu anjo teu leme
teu erro tua perdição
teu vôo teu naufrágio
teu eterno e único desejo...
Maria Lua
Deseos
Quería tu abrazo de incendios
en las llamas de mi cuerpo inquieto...
Quería fulgores de delirios
en la veta de mis desaciertos...
Quería tu sombra besando mi sombra
en cualquiera esquina
en cualquier camino
en cualquier secreto...
Quería que descendieras de tu silencio
y alunizaras en mi silencio
ante la mirada tierna de luciérnagas y grillos...
Quería que anclaras tu cansancio
en el puerto inseguro de mi cansancio...
Quería tu sueño soñando mi sueño
a pesar de las incertidumbres
a pesar de las inquietudes
a pesar del caos...
Quería beber el vino de tu deseo
en la copa de mi deseo
y recrear tintineos de placer
éxtasis de un instante
instante de magia y eternidad
en la vendimia de la pasión...
Quería ser tu vino de locuras
y que tú fueras también mi vino de locuras
en la agonía luminosa del amor...
Quería ser tu ángel tu timón
tu error tu perdición
tu vuelo tu naufragio
tu eterno y único deseo...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
viernes, 24 de febrero de 2012
"Desamparo" de Maria Lua
Intermináveis murmúrios de sonhos desfeitos
emigram ao desamparo
de gélidas estrelas perdidas...
Lágrimas rolam em cascatas
de desejos ruminados nas ausências
amarga essência de lamentos...
Pálpebras devoradoras de miragens
impedem o nascer das delícias
máscara de medusa mágica
encobre o pulsar dos delírios...
Calafrios contidos nas vertigens
manancial de paixões sem sina
coração ao desamparo...
Tua partida desvendou a fúria exata
das loucuras sem margens
as mágoas encerradas em escamas sem luz
os gritos contidos em conchas marinhas
o desamparo silencioso das inquietudes
sob o azul de paz do céu de Lua Minguante...
Tua partida rasgou mistérios e anseios
trancou palavras na mudez das anêmonas-do-mar
ocultou ternuras na transparência das águas-vivas...
Tua partida no dorso de um cavalo-marinho
mortalha de claridades e de segredos
deixou em mim a Solidão dos desamparados...
Maria Lua. De la antología FACES DA LUA...
Desamparo
Interminables murmullos de sueños deshechos
emigran al desamparo
de gélidas estrellas perdidas...
Lágrimas ruedan en cascadas
de deseos rumiados en las ausencias
amarga esencia de lamentos...
Párpados devoradores de espejismos
impiden nacer las delicias
máscara de medusa mágica
cubre el latido de los delirios
Escalofríos contenidos en los vértigos
manantial de pasiones sin destino
corazón al desamparo...
Tu partida desveló la furia exacta
de las locuras sin márgenes
los resentimientos encerrados en escamas sin luz
los gritos contenidos en conchas marinas
el desamparo silencioso de las inquietudes
bajo el azul de paz de un cielo de Luna Menguante...
Tu partida rasgó misterios y ansias
aprisionó palabras en la mudez de las anêmonas de mar
ocultó ternuras en la trasparencia de las medusas...
Tu partida a lomos de un caballo de mar
mortaja de claridades y de secretos
dejó en mi, la Soledad de los desamparados...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
emigram ao desamparo
de gélidas estrelas perdidas...
Lágrimas rolam em cascatas
de desejos ruminados nas ausências
amarga essência de lamentos...
Pálpebras devoradoras de miragens
impedem o nascer das delícias
máscara de medusa mágica
encobre o pulsar dos delírios...
Calafrios contidos nas vertigens
manancial de paixões sem sina
coração ao desamparo...
Tua partida desvendou a fúria exata
das loucuras sem margens
as mágoas encerradas em escamas sem luz
os gritos contidos em conchas marinhas
o desamparo silencioso das inquietudes
sob o azul de paz do céu de Lua Minguante...
Tua partida rasgou mistérios e anseios
trancou palavras na mudez das anêmonas-do-mar
ocultou ternuras na transparência das águas-vivas...
Tua partida no dorso de um cavalo-marinho
mortalha de claridades e de segredos
deixou em mim a Solidão dos desamparados...
Maria Lua. De la antología FACES DA LUA...
Desamparo
Interminables murmullos de sueños deshechos
emigran al desamparo
de gélidas estrellas perdidas...
Lágrimas ruedan en cascadas
de deseos rumiados en las ausencias
amarga esencia de lamentos...
Párpados devoradores de espejismos
impiden nacer las delicias
máscara de medusa mágica
cubre el latido de los delirios
Escalofríos contenidos en los vértigos
manantial de pasiones sin destino
corazón al desamparo...
Tu partida desveló la furia exacta
de las locuras sin márgenes
los resentimientos encerrados en escamas sin luz
los gritos contenidos en conchas marinas
el desamparo silencioso de las inquietudes
bajo el azul de paz de un cielo de Luna Menguante...
Tu partida rasgó misterios y ansias
aprisionó palabras en la mudez de las anêmonas de mar
ocultó ternuras en la trasparencia de las medusas...
Tu partida a lomos de un caballo de mar
mortaja de claridades y de secretos
dejó en mi, la Soledad de los desamparados...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
martes, 21 de febrero de 2012
"Contradiçoes" de Maria Lua
Não me fales de
norte
Tenho as cores
do pôr-do-sol...
Não me indagues de
rumos
Viajo em sonhos
ao som do vento...
Não me peças
certezas
Danço nas ondas
dos mares azuis...
Não me mostres
raízes
Flutuo cantando
nas águas do rio...
Não me procures
na terra
Moro de um castelo
no meio das nuvens...
Não me mostres alianças
eternas
Amo sem limites
de promessas...
Não me imagines
satélite
Venho de uma galáxia
além do infinito...
Não me busques
ao Sol
Levo minha alma boêmia
nas noites de Lua...
Não me sonhes
longínqua
Sou estrela cadente
no verso de teu poema...
Maria Lua
CONTRADICCIONES
No me hables
de norte,
tengo colores
de puesta de sol…
No me indagues
rumbos,
viajo en sueños
al son del viento…
No me pidas
certezas,
bailo en olas
de mares azules…
No me muestres
raíces,
floto cantando
en aguas de río…
No me busques
en tierra,
habito un castillo
entre nubes…
No me enseñes
alianzas,
amo sin límites
de promesas…
No me creas
satélite,
soy de una galaxia
pasado el infínito…
No me busques
al sol,
saco mi alma bohemia
en noches de luna…
No me sueñes
lejana,
soy estrella fugaz
en el verso de tu poema…
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra
norte
Tenho as cores
do pôr-do-sol...
Não me indagues de
rumos
Viajo em sonhos
ao som do vento...
Não me peças
certezas
Danço nas ondas
dos mares azuis...
Não me mostres
raízes
Flutuo cantando
nas águas do rio...
Não me procures
na terra
Moro de um castelo
no meio das nuvens...
Não me mostres alianças
eternas
Amo sem limites
de promessas...
Não me imagines
satélite
Venho de uma galáxia
além do infinito...
Não me busques
ao Sol
Levo minha alma boêmia
nas noites de Lua...
Não me sonhes
longínqua
Sou estrela cadente
no verso de teu poema...
Maria Lua
CONTRADICCIONES
No me hables
de norte,
tengo colores
de puesta de sol…
No me indagues
rumbos,
viajo en sueños
al son del viento…
No me pidas
certezas,
bailo en olas
de mares azules…
No me muestres
raíces,
floto cantando
en aguas de río…
No me busques
en tierra,
habito un castillo
entre nubes…
No me enseñes
alianzas,
amo sin límites
de promesas…
No me creas
satélite,
soy de una galaxia
pasado el infínito…
No me busques
al sol,
saco mi alma bohemia
en noches de luna…
No me sueñes
lejana,
soy estrella fugaz
en el verso de tu poema…
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra
lunes, 13 de febrero de 2012
"Pedras" de Maria Lua
Pisando as pedras rudes do caminho,
recorda tantas flores já colhidas,
sem o pesar de me sentir sozinho,
sem o sofrer de Luas esquecidas...
Olhando as pedras que, devagarinho,
descendem o rio, leves, coloridas,
desenho versos no redemoinho
que faz bailar as águas distraídas...
Somente as pedras vêm ao meu destino,
somente as pedras... nunca uma quimera
para encantar meu rosto tão distante...
Então... eu sou um rude peregrino,
longe dos sonhos e da primavera,
sou pedra seca... em rio viajante...
Maria Lua
Piedras
Pisando piedras rudas del camino,
recuerda tantas flores cosechadas,
sin la congoja de un sentir mohíno,
sin el sufrir de Lunas olvidadas...
Viendo las piedras, con andar cansino,
bajar el río, leves, coloreadas,
dibujo versos en el remolino
que hace bailar las aguas descuidadas...
Sólo las piedras tocan mi destino,
sólo las piedras... nunca una quimera
para encantar mi rostro forastero...
Así... yo soy un rudo peregrino,
lejos de sueños y de primavera,
soy piedra seca... en río viajero...
Maria Lua
recorda tantas flores já colhidas,
sem o pesar de me sentir sozinho,
sem o sofrer de Luas esquecidas...
Olhando as pedras que, devagarinho,
descendem o rio, leves, coloridas,
desenho versos no redemoinho
que faz bailar as águas distraídas...
Somente as pedras vêm ao meu destino,
somente as pedras... nunca uma quimera
para encantar meu rosto tão distante...
Então... eu sou um rude peregrino,
longe dos sonhos e da primavera,
sou pedra seca... em rio viajante...
Maria Lua
Piedras
Pisando piedras rudas del camino,
recuerda tantas flores cosechadas,
sin la congoja de un sentir mohíno,
sin el sufrir de Lunas olvidadas...
Viendo las piedras, con andar cansino,
bajar el río, leves, coloreadas,
dibujo versos en el remolino
que hace bailar las aguas descuidadas...
Sólo las piedras tocan mi destino,
sólo las piedras... nunca una quimera
para encantar mi rostro forastero...
Así... yo soy un rudo peregrino,
lejos de sueños y de primavera,
soy piedra seca... en río viajero...
Maria Lua
jueves, 9 de febrero de 2012
"Soneto ao caminhante solitário" de Maria Lua
Ao Poeta Mario Quintana, a minha homenagem
SONETO AO CAMINHANTE SOLITÁRIO
Mario, tu que sozinho caminhavas
nos silêncios de tua alegre Porto,
vinhas mirando o céu, e assim captavas
um verso vago... triste... meio torto,
vindo talvez das nuvens... Deliravas...
e mergulhando em sonhos, tão absorto...
de tal maneira o verso enfeitiçavas
que se fazia luz... e teu conforto...
No bar... a estrofe em letra desenhada...
um cigarro... um café... a madrugada...
-espirais de um poema em confissão...
Tua presença ausente em cada rua
Fez de ti um ser boêmio... um "vira-lua":
-Mario Quintana... a voz da solidão!...
Maria Lua
Al Poeta Mario Quintana, mi homenaje
SONETO AL CAMINANTE SOLITARIO
Mario, tú que tan solo caminabas
en los silencios de tu alegre Porto,
íbas mirando el cielo, así captabas
un verso vago... triste... desde el orto
viniendo de las nubes... Delirabas...
y sumergido en sueños, tan absorto...
de tal modo los versos hechizabas
que se volvían luz... y tu conforto...
En el bar... copla en letra diseñada
cigarrillo... café... la madrugada...
-volutas de un poema en vacuidad...
Tu presencia perdida en cada rúa
hizo de ti un bohemio... un "vira-lua":
-Mario Quintana... voz de soledad!...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
SONETO AO CAMINHANTE SOLITÁRIO
Mario, tu que sozinho caminhavas
nos silêncios de tua alegre Porto,
vinhas mirando o céu, e assim captavas
um verso vago... triste... meio torto,
vindo talvez das nuvens... Deliravas...
e mergulhando em sonhos, tão absorto...
de tal maneira o verso enfeitiçavas
que se fazia luz... e teu conforto...
No bar... a estrofe em letra desenhada...
um cigarro... um café... a madrugada...
-espirais de um poema em confissão...
Tua presença ausente em cada rua
Fez de ti um ser boêmio... um "vira-lua":
-Mario Quintana... a voz da solidão!...
Maria Lua
Al Poeta Mario Quintana, mi homenaje
SONETO AL CAMINANTE SOLITARIO
Mario, tú que tan solo caminabas
en los silencios de tu alegre Porto,
íbas mirando el cielo, así captabas
un verso vago... triste... desde el orto
viniendo de las nubes... Delirabas...
y sumergido en sueños, tan absorto...
de tal modo los versos hechizabas
que se volvían luz... y tu conforto...
En el bar... copla en letra diseñada
cigarrillo... café... la madrugada...
-volutas de un poema en vacuidad...
Tu presencia perdida en cada rúa
hizo de ti un bohemio... un "vira-lua":
-Mario Quintana... voz de soledad!...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
miércoles, 8 de febrero de 2012
"Haikai" de Maria Lua
Voa em meio ao verde
a borboleta amarela:
eis o Sol com asas!...
...
No azul do infinito
uma sombra segue o Sol:
a Lua Minguante
...
Noite sem estrelas...
Você ausente de mim:
-haicai sem destino...
Maria Lua
Haiku
Vuela entre el verde
mariposa amarilla:
¡un Sol con alas!...
...
Azul inmenso...
Tras el Sol una sombra:
Luna Menguante...
...
Noche cerrada...
Ausente Tú de mí:
-haiku perdido...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
a borboleta amarela:
eis o Sol com asas!...
...
No azul do infinito
uma sombra segue o Sol:
a Lua Minguante
...
Noite sem estrelas...
Você ausente de mim:
-haicai sem destino...
Maria Lua
Haiku
Vuela entre el verde
mariposa amarilla:
¡un Sol con alas!...
...
Azul inmenso...
Tras el Sol una sombra:
Luna Menguante...
...
Noche cerrada...
Ausente Tú de mí:
-haiku perdido...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
lunes, 6 de febrero de 2012
"Trovas" (II) de Maria Lua
Senhora de mil caminhos
e das saudades secretas...
a Lua é o Sol dos sozinhos...
dos amantes... dos poetas...
...
Ao encantarlhes a vida,
calando as dores secretas...
a Lua, ninguém duvida,
é o talismã dos poetas...
...
Locura é abrir os meus braços
às sombras... na solidão...
para abraçar desabraços,
na entrega do coração...
Maria Lua
Trovas (II)
Señora de mil senderos
y de nostalgias secretas...
la Luna es Sol de señeros...
de amadores... de poetas...
...
Al encantarles la vida,
callando males secretos...
la Luna, nadie lo duda,
es talismán de poetas...
...
Locura es abrir mis brazos
a sombras... en lunación...
para abrazar los rechazos
al fiar el corazón...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
e das saudades secretas...
a Lua é o Sol dos sozinhos...
dos amantes... dos poetas...
...
Ao encantarlhes a vida,
calando as dores secretas...
a Lua, ninguém duvida,
é o talismã dos poetas...
...
Locura é abrir os meus braços
às sombras... na solidão...
para abraçar desabraços,
na entrega do coração...
Maria Lua
Trovas (II)
Señora de mil senderos
y de nostalgias secretas...
la Luna es Sol de señeros...
de amadores... de poetas...
...
Al encantarles la vida,
callando males secretos...
la Luna, nadie lo duda,
es talismán de poetas...
...
Locura es abrir mis brazos
a sombras... en lunación...
para abrazar los rechazos
al fiar el corazón...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
sábado, 4 de febrero de 2012
"Trovas" de Maria Lua
I
Esta saudade que aporta,
no meu cais de solidão...
me lembra uma praia morta,
onde a Lua brilha em vão...
II
Alimentando a emoção
de suas almas inquietas,
a Lua... na imensidão...
é o pão-do-céu dos poetas...
III
Vou deixando, sem cuidado,
sob o claro olhar da Lua,
os rastros do meu pecado,
nas pedras soltas da rua...
IV
No céu, em noites de ausências,
a Lua tece, em seu rito,
a renda de reticências
com estrelas... no infinito...
V
Sem mágoas... sem cicatrizes...
novos rumos fui buscar...
deixando as minhas raízes,
nos rastros de algum luar...
VI
Da tapera... me encantava
o luar, visto à distância...
E o riacho murmurava
cantigas de minha infância...
VII
Entre o sonho e a realidade,
na paixão que me incendeia...
vejo sombras de saudade
no clarão da Lua Cheia...
VIII
Ao encantar-lhes a vida,
calando as dores secretas,
a Lua... ninguém duvida...
é o talismã dos Poetas!...
Maria Lua
TROVAS
I
Esta nostalgia que aboca,
en mi puerto de desgano...
la playa muerta me evoca,
donde arde la Luna en vano...
II
Sustentando la emoción
de sus ánimas inquietas,
la Luna... en la inmensidad...
es maná de los poetas...
III
Voy dejando, sin cuidado,
bajo el mirar de la Luna,
las huellas de mi pecado,
sobre cada adoquín, una...
IV
Arriba, en noches de ausencias,
la Luna teje, en su rito,
encajes de reticencias
como astros... en lo infinito...
V
Sin golpes... sin cicatrices...
nuevos rumbos fui a buscar...
dejándome mis raíces,
en huellas de algún lugar...
VI
De la choza... me encantaba
la luz de luna, a distancia...
Y el arroyo murmuraba
las canciones de mi infancia
VII
Entre el sueño y la existencia,
en la pasión que me quema...
veo sombras de añoranza
al claro de Luna llena...
VIII
Al encantarles la vida,
callando penas secretas,
la Luna... nadie lo duda...
es talismán de Poetas!...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
Esta saudade que aporta,
no meu cais de solidão...
me lembra uma praia morta,
onde a Lua brilha em vão...
II
Alimentando a emoção
de suas almas inquietas,
a Lua... na imensidão...
é o pão-do-céu dos poetas...
III
Vou deixando, sem cuidado,
sob o claro olhar da Lua,
os rastros do meu pecado,
nas pedras soltas da rua...
IV
No céu, em noites de ausências,
a Lua tece, em seu rito,
a renda de reticências
com estrelas... no infinito...
V
Sem mágoas... sem cicatrizes...
novos rumos fui buscar...
deixando as minhas raízes,
nos rastros de algum luar...
VI
Da tapera... me encantava
o luar, visto à distância...
E o riacho murmurava
cantigas de minha infância...
VII
Entre o sonho e a realidade,
na paixão que me incendeia...
vejo sombras de saudade
no clarão da Lua Cheia...
VIII
Ao encantar-lhes a vida,
calando as dores secretas,
a Lua... ninguém duvida...
é o talismã dos Poetas!...
Maria Lua
TROVAS
I
Esta nostalgia que aboca,
en mi puerto de desgano...
la playa muerta me evoca,
donde arde la Luna en vano...
II
Sustentando la emoción
de sus ánimas inquietas,
la Luna... en la inmensidad...
es maná de los poetas...
III
Voy dejando, sin cuidado,
bajo el mirar de la Luna,
las huellas de mi pecado,
sobre cada adoquín, una...
IV
Arriba, en noches de ausencias,
la Luna teje, en su rito,
encajes de reticencias
como astros... en lo infinito...
V
Sin golpes... sin cicatrices...
nuevos rumbos fui a buscar...
dejándome mis raíces,
en huellas de algún lugar...
VI
De la choza... me encantaba
la luz de luna, a distancia...
Y el arroyo murmuraba
las canciones de mi infancia
VII
Entre el sueño y la existencia,
en la pasión que me quema...
veo sombras de añoranza
al claro de Luna llena...
VIII
Al encantarles la vida,
callando penas secretas,
la Luna... nadie lo duda...
es talismán de Poetas!...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
viernes, 3 de febrero de 2012
"Sensitiva" de Maria Lua
Meio perdida tenho andado pelos caminhos
nesta minha alma rebelde diferente contraditória...
E me foi dado o dom de sentir o que não queria nunca ter sentido
de ler nas almas o elas tentam esconder
de descobrir preconceitos disfarçados... preferências discriminadoras...
falsas desculpas... mentiras inocentes... meias verdades...
E me foi dado o dom de ver antes o que eu não queria nunca ter visto
que tantos passantes me aceitam pela metade
porque sou sincera, verdadeira, intensa...
Meio perdida tenho andado pelos caminhos
sofrendo silenciosamente
os saberes e os sentires premonitórios...
Meio perdida tenho vagado pelas sombras
nesta minha alma ilimitável incompreendida atormentada...
Num corpo de mulher transito pelo mundo
mas não vim para ser a mulher que o mundo espera
Teço Desvarios farejo Miragens
jogo xadrez com as Estrelas
carrego a minha Solidão para passear na Noite
Boêmia Poeta Bruxa Anjo Louca Santa
eu sou a Lua de alma enfeitiçada...
Meio perdida tenho percorrido labirintos
nesta minha alma independente fugidia ausente...
Num corpo de mulher transborda a minha sensibilidade
(vendo além da visão... captando além dos sentidos)
a intensidade que assusta fere e afasta
silêncios e mistérios que fascinam e atemorizam...
Meio perdida tenho penetrado mentes pensamentos
adivinhado segredos nos olhos nos gestos nos ambientes
sem que possa entender este meu dom que é minha pena...
Sei que um dia minha alma transmigrará livre
esquecerá tristezas e tormentas
e habitará serenidades em versos siderais...
Maria Lua
Sensitiva
Medio perdida ando por los caminos
con mi alma rebelde diferente contradictoria...
Me ha sido dado sentir lo que no querría haber sentido
leer en las almas lo que intentan esconder
descubrir prejuicios disfrazados... preferencias discriminatorias...
falsas disculpas... mentiras inocentes... medias verdades...
Me ha sido dado ver lo que no querría haber visto
que muchos me aceptan a medias
porque soy sincera verdadera intensa...
Medio perdida ando por los caminos
sufriendo silenciosamente
saberes y sentires premonitorios...
Medio perdida vago por las sombras
con mi alma sin límites incomprendida atormentada...
En cuerpo de mujer transito por el mundo
pero no vine para ser la mujer que el mundo espera
Tejo Desvarios husmeo Espejismos
juego al ajedrez con las Estrellas
arrastro mi Soledad paseando por la Noche
Bohemia Poeta Bruja Ángel Loca Santa
soy Luna de alma hechizada...
Medio perdida transito laberintos
con mi alma independiente huidiza ausente...
En cuerpo de mujer desbordo sensibilidad
(viendo más allá de la visión... captando más allá de los sentidos)
intensidad que asusta hiere y aleja
silencios y misterios que fascinan y atemorizan...
Medio perdida penetro mentes pensamientos
adivinando secretos en los ojos los gestos los lugares
sin entender este don que es mi castigo...
Sé que un día mi alma transmigrará libre
olvidará tristezas y tormentas
y habitará serena en versos siderales...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
nesta minha alma rebelde diferente contraditória...
E me foi dado o dom de sentir o que não queria nunca ter sentido
de ler nas almas o elas tentam esconder
de descobrir preconceitos disfarçados... preferências discriminadoras...
falsas desculpas... mentiras inocentes... meias verdades...
E me foi dado o dom de ver antes o que eu não queria nunca ter visto
que tantos passantes me aceitam pela metade
porque sou sincera, verdadeira, intensa...
Meio perdida tenho andado pelos caminhos
sofrendo silenciosamente
os saberes e os sentires premonitórios...
Meio perdida tenho vagado pelas sombras
nesta minha alma ilimitável incompreendida atormentada...
Num corpo de mulher transito pelo mundo
mas não vim para ser a mulher que o mundo espera
Teço Desvarios farejo Miragens
jogo xadrez com as Estrelas
carrego a minha Solidão para passear na Noite
Boêmia Poeta Bruxa Anjo Louca Santa
eu sou a Lua de alma enfeitiçada...
Meio perdida tenho percorrido labirintos
nesta minha alma independente fugidia ausente...
Num corpo de mulher transborda a minha sensibilidade
(vendo além da visão... captando além dos sentidos)
a intensidade que assusta fere e afasta
silêncios e mistérios que fascinam e atemorizam...
Meio perdida tenho penetrado mentes pensamentos
adivinhado segredos nos olhos nos gestos nos ambientes
sem que possa entender este meu dom que é minha pena...
Sei que um dia minha alma transmigrará livre
esquecerá tristezas e tormentas
e habitará serenidades em versos siderais...
Maria Lua
Sensitiva
Medio perdida ando por los caminos
con mi alma rebelde diferente contradictoria...
Me ha sido dado sentir lo que no querría haber sentido
leer en las almas lo que intentan esconder
descubrir prejuicios disfrazados... preferencias discriminatorias...
falsas disculpas... mentiras inocentes... medias verdades...
Me ha sido dado ver lo que no querría haber visto
que muchos me aceptan a medias
porque soy sincera verdadera intensa...
Medio perdida ando por los caminos
sufriendo silenciosamente
saberes y sentires premonitorios...
Medio perdida vago por las sombras
con mi alma sin límites incomprendida atormentada...
En cuerpo de mujer transito por el mundo
pero no vine para ser la mujer que el mundo espera
Tejo Desvarios husmeo Espejismos
juego al ajedrez con las Estrellas
arrastro mi Soledad paseando por la Noche
Bohemia Poeta Bruja Ángel Loca Santa
soy Luna de alma hechizada...
Medio perdida transito laberintos
con mi alma independiente huidiza ausente...
En cuerpo de mujer desbordo sensibilidad
(viendo más allá de la visión... captando más allá de los sentidos)
intensidad que asusta hiere y aleja
silencios y misterios que fascinan y atemorizan...
Medio perdida penetro mentes pensamientos
adivinando secretos en los ojos los gestos los lugares
sin entender este don que es mi castigo...
Sé que un día mi alma transmigrará libre
olvidará tristezas y tormentas
y habitará serena en versos siderales...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
jueves, 2 de febrero de 2012
"Máscaras" de Maria Lua
“O Poema
essa estranha máscara
mais verdadeira
do que a própria face...”
(Mario Quintana)
MÁSCARAS
Cena I
Máscaras
míticas
mágicas
nas faces das almas errantes
- cortejo de Dioniso...
Desejos
demoníacos
divinos
nos corpos dos atores
- palco do Olimpo...
Templo secreto
sumo sagrado
videiras
vinho de sortilégios
sangue dos deuses...
Cena II
O vulto inebriado de Orfeu
ao som da flauta
no desfazer das magias
vislumbra sua alma
Eurídice
para sempre perdida
no vale das sombras...
Cena III
Arlequins
poetas
curingas
loucos...
A cortina da vida se abre
para o encantamento
do sonho...
Cenário de orgias e de preces
chegadas e partidas
luz e trevas...
Somos palco e platéia
nos serenos desesperos...
Desacertos
desamores
desatinos...
Final
Fecha-se a cortina da fantasia...
Voltam as máscaras invisíveis...
Nós... atores:
personagens de uma peça
tragédia
comédia
dirigida pelos deuses
do Destino!...
Maria Lua
( 1º lugar no Concurso Nacional”Um poema
para o Teatro”-40 anos do GAMA---
Grupo Movimiento Arte e Ação
de Nova Friburgo-RJ)
Máscaras
“El Poema
esa extraña máscara
más verdadera
que el propio rostro...”
(Mario Quintana)
MÁSCARAS
Escena I
Máscaras
míticas
mágicas
en rostros de almas errantes
- cortejo de Dioniso...
Deseos
demoníacos
divinos
en cuerpos de actores
-escenario del Olimpo...
Templo secreto
jugo sagrado
vid
vino de sortilégios
sangre de los dioses...
Escena II
El cuerpo embriagado de Orfeo
al sonido de la flauta
en el desvanecer de las magias
vislumbra su alma
Eurídice
para siempre perdida
en el valle de las sombras...
Escena III
Arlequines
poetas
juglares
locos...
La cortina de la vida se abre
para el encantamiento
del sueño...
Escenario de orgias y plegarias
llegadas y partidas
luz y tinieblas...
Somos palco y platea
en serenas desesperaciones...
Desaciertos
desamores
desatinos...
Desenlace
Se cierra la cortina de la fantasia...
Vuelven las máscaras invisibles...
Nosotros... actores:
personajes de una representación
tragedia
comedia
¡dirigida por los dioses
del Destino!...
Maria Luna
(1er. Premio en el Concurso Nacional ”Un poema
para el Teatro”-40 años del GAMA---
Grupo Movimiento Arte y Acción
de Nova Friburgo-RJ)
(versión de Pedro Casas Serra)
essa estranha máscara
mais verdadeira
do que a própria face...”
(Mario Quintana)
MÁSCARAS
Cena I
Máscaras
míticas
mágicas
nas faces das almas errantes
- cortejo de Dioniso...
Desejos
demoníacos
divinos
nos corpos dos atores
- palco do Olimpo...
Templo secreto
sumo sagrado
videiras
vinho de sortilégios
sangue dos deuses...
Cena II
O vulto inebriado de Orfeu
ao som da flauta
no desfazer das magias
vislumbra sua alma
Eurídice
para sempre perdida
no vale das sombras...
Cena III
Arlequins
poetas
curingas
loucos...
A cortina da vida se abre
para o encantamento
do sonho...
Cenário de orgias e de preces
chegadas e partidas
luz e trevas...
Somos palco e platéia
nos serenos desesperos...
Desacertos
desamores
desatinos...
Final
Fecha-se a cortina da fantasia...
Voltam as máscaras invisíveis...
Nós... atores:
personagens de uma peça
tragédia
comédia
dirigida pelos deuses
do Destino!...
Maria Lua
( 1º lugar no Concurso Nacional”Um poema
para o Teatro”-40 anos do GAMA---
Grupo Movimiento Arte e Ação
de Nova Friburgo-RJ)
Máscaras
“El Poema
esa extraña máscara
más verdadera
que el propio rostro...”
(Mario Quintana)
MÁSCARAS
Escena I
Máscaras
míticas
mágicas
en rostros de almas errantes
- cortejo de Dioniso...
Deseos
demoníacos
divinos
en cuerpos de actores
-escenario del Olimpo...
Templo secreto
jugo sagrado
vid
vino de sortilégios
sangre de los dioses...
Escena II
El cuerpo embriagado de Orfeo
al sonido de la flauta
en el desvanecer de las magias
vislumbra su alma
Eurídice
para siempre perdida
en el valle de las sombras...
Escena III
Arlequines
poetas
juglares
locos...
La cortina de la vida se abre
para el encantamiento
del sueño...
Escenario de orgias y plegarias
llegadas y partidas
luz y tinieblas...
Somos palco y platea
en serenas desesperaciones...
Desaciertos
desamores
desatinos...
Desenlace
Se cierra la cortina de la fantasia...
Vuelven las máscaras invisibles...
Nosotros... actores:
personajes de una representación
tragedia
comedia
¡dirigida por los dioses
del Destino!...
Maria Luna
(1er. Premio en el Concurso Nacional ”Un poema
para el Teatro”-40 años del GAMA---
Grupo Movimiento Arte y Acción
de Nova Friburgo-RJ)
(versión de Pedro Casas Serra)
miércoles, 1 de febrero de 2012
"Indiferença" de Maria Lua
Quando a paixão perde o encanto
e a sorte se torna ingrata,
nem o abandono dói tanto:
- a iniferença é que mata!
Maria Lua
Indiferencia
Cuando Pasión pierde Encanto
y Suerte tórnase Ingrata,
no duele Abandono tanto:
- ¡Indiferencia te mata!
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
e a sorte se torna ingrata,
nem o abandono dói tanto:
- a iniferença é que mata!
Maria Lua
Indiferencia
Cuando Pasión pierde Encanto
y Suerte tórnase Ingrata,
no duele Abandono tanto:
- ¡Indiferencia te mata!
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
martes, 31 de enero de 2012
"De Lua e de Estrelas" de Maria Lua
De Lua e de Estrelas
é que eu entendo...
Meus olhos refletem
o mistério contido
na eterna pergunta
de Antares...
Meu rosto revela
o delírio escondido
nas formas instáveis
da Lua...
De Lua e de Estrelas
é que eu entendo...
Meus braços
se alongam no infinito
e abraçam a beleza sensual
de Aldebarã...
Meus lábios
imitam sons distantes
e imploram o sonho impossível
à Estrela Cadente...
De Lua e de Estrelas
é que eu entendo...
Meu coração apaixonado
- viajante menino –
brincando
entre os anéis de Saturno
renasce Amor
sob a divina proteção
de Júpiter...
De Lua e de Estrelas
é que eu entendo...
Meu corpo
se oculta no silêncio
prisioneiro
dos desejos telúricos
de Vênus
Minha alma vai fugindo
insatisfeita
sob a magia
do poema inatingível
de Netuno...
De Lua e de Estrelas
é que eu entendo...
Maria Lua
De Luna y de Estrellas
De Luna y de Estrellas
yo entiendo...
Mis ojos reflejan
el misterio contenido
en la eterna pregunta
de Antares...
Mi rostro revela
el delírio escondido
en las formas inestables
de la Luna...
De Luna y de Estrellas
yo entiendo...
Mis brazos
se alargan en el infinito
y abrazan la belleza sensual
de Aldebarán...
Mis labios
imitan sonidos distantes
e imploran el sueño imposíble
a la Estrella Fugaz...
De Luna y de Estrellas
yo entiendo...
Mi corazón apasionado
-niño viajero –
jugando
entre los anillos de Saturno
renace Amor
bajo la divina protección
de Júpiter...
De Luna y de Estrellas
yo entiendo...
Mi cuerpo
se oculta en el silencio
prisionero
de los deseos telúricos
de Venus
Mi alma va huyendo
insatisfecha
bajo la magia
del poema inalcanzable
de Neptuno...
De Luna y de Estrellas
yo entiendo...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
é que eu entendo...
Meus olhos refletem
o mistério contido
na eterna pergunta
de Antares...
Meu rosto revela
o delírio escondido
nas formas instáveis
da Lua...
De Lua e de Estrelas
é que eu entendo...
Meus braços
se alongam no infinito
e abraçam a beleza sensual
de Aldebarã...
Meus lábios
imitam sons distantes
e imploram o sonho impossível
à Estrela Cadente...
De Lua e de Estrelas
é que eu entendo...
Meu coração apaixonado
- viajante menino –
brincando
entre os anéis de Saturno
renasce Amor
sob a divina proteção
de Júpiter...
De Lua e de Estrelas
é que eu entendo...
Meu corpo
se oculta no silêncio
prisioneiro
dos desejos telúricos
de Vênus
Minha alma vai fugindo
insatisfeita
sob a magia
do poema inatingível
de Netuno...
De Lua e de Estrelas
é que eu entendo...
Maria Lua
De Luna y de Estrellas
De Luna y de Estrellas
yo entiendo...
Mis ojos reflejan
el misterio contenido
en la eterna pregunta
de Antares...
Mi rostro revela
el delírio escondido
en las formas inestables
de la Luna...
De Luna y de Estrellas
yo entiendo...
Mis brazos
se alargan en el infinito
y abrazan la belleza sensual
de Aldebarán...
Mis labios
imitan sonidos distantes
e imploran el sueño imposíble
a la Estrella Fugaz...
De Luna y de Estrellas
yo entiendo...
Mi corazón apasionado
-niño viajero –
jugando
entre los anillos de Saturno
renace Amor
bajo la divina protección
de Júpiter...
De Luna y de Estrellas
yo entiendo...
Mi cuerpo
se oculta en el silencio
prisionero
de los deseos telúricos
de Venus
Mi alma va huyendo
insatisfecha
bajo la magia
del poema inalcanzable
de Neptuno...
De Luna y de Estrellas
yo entiendo...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
lunes, 30 de enero de 2012
"Meus versos" de Maria Lua
Meus versos explodem limites
desafiam desesperos e desencantos
e em alquimia de estrelas cadentes
deslizam em cascatas de miragens
sem muros... sem rédeas... sem remos...
Meus versos
vestem fantasias de inquietudes
festejam incertezas de auroras e de ocasos
decifram rochas de silêncio
nos mistérios... nos segredos... nos milagres...
Cada verso que escrevo me rasga as veias
atravessa mil solidões
além dos nadas do mundo
alcança o arco-íris dos delírios
para fazer morada nos corações sensíveis...
Minha Poesia é feita de dor e de luz
de paz e de agonia...
É barro moldado nas olarias dos sortilégios
raio em nuvem de tempestade
delícia nas curvas das alucinações
contemplação e êxtase...
É sal... sangue... suor...lágrimas
mel e encantamento...
É céu e inferno
mas é verdade... sempre...
Minha Poesia fala baixinho
abraçada aos ipês amarelos da primavera
às açucenas da beira do rio
às pedras que rolam nos abismos
aos sabiás que encantam as estradas
e tem raízes no fundo da alma...
Minha Poesia é simples como a água da fonte
complicada como o gesto de despedida
clara como um raio de Sol na vidraça
misteriosa como o fascínio da Lua...
Minha Poesia... sou eu...
Maria Lua. Do livro "De Lua e de Estrelas..."
Mis versos
Mis versos explotan límites
desafían desesperos y desencantos
y en alquimia de estrellas fugaces
se deslizan en cascada de espejismos
sin muros... sin riendas... sin remos...
Mis versos
visten fantasías de inquietudes
festejan incertidumbres de auroras y de ocasos
descifran rocas de silencio
en los misterios... en los secretos... en los milagros...
Cada verso que escribo me rasga las venas
atraviesa mil soledades
más allá de las nadas de este mundo
alcanza el arcoíris de los delirios
para habitar en los corazones sensibles...
Mi Poesía está hecha de dolor y de luz
de paz y de agonía...
Es barro moldeado en alfarerías de sortilegios
rayo en nube de tempestad
delicia en curvas de alucinaciones
contemplación y éxtasis...
Es sal... sangre... sudor...lágrimas
miel y encantamiento...
Es cielo e infierno
pero es verdad... siempre...
Mi Poesía habla bajito
abrazada a los lapachos amarillos de primavera
a las azucenas de la orilla del río
a las piedras que ruedan los abismos
a los tordos que encantan los caminos
y tiene raíces en el fondo del alma...
Mi Poesía es simple como el agua de la fuente
complicada como el gesto de despedida
clara como un rayo de Sol en la vidriera
misteriosa como la fascinación de la Luna...
Mi Poesía... soy yo...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
desafiam desesperos e desencantos
e em alquimia de estrelas cadentes
deslizam em cascatas de miragens
sem muros... sem rédeas... sem remos...
Meus versos
vestem fantasias de inquietudes
festejam incertezas de auroras e de ocasos
decifram rochas de silêncio
nos mistérios... nos segredos... nos milagres...
Cada verso que escrevo me rasga as veias
atravessa mil solidões
além dos nadas do mundo
alcança o arco-íris dos delírios
para fazer morada nos corações sensíveis...
Minha Poesia é feita de dor e de luz
de paz e de agonia...
É barro moldado nas olarias dos sortilégios
raio em nuvem de tempestade
delícia nas curvas das alucinações
contemplação e êxtase...
É sal... sangue... suor...lágrimas
mel e encantamento...
É céu e inferno
mas é verdade... sempre...
Minha Poesia fala baixinho
abraçada aos ipês amarelos da primavera
às açucenas da beira do rio
às pedras que rolam nos abismos
aos sabiás que encantam as estradas
e tem raízes no fundo da alma...
Minha Poesia é simples como a água da fonte
complicada como o gesto de despedida
clara como um raio de Sol na vidraça
misteriosa como o fascínio da Lua...
Minha Poesia... sou eu...
Maria Lua. Do livro "De Lua e de Estrelas..."
Mis versos
Mis versos explotan límites
desafían desesperos y desencantos
y en alquimia de estrellas fugaces
se deslizan en cascada de espejismos
sin muros... sin riendas... sin remos...
Mis versos
visten fantasías de inquietudes
festejan incertidumbres de auroras y de ocasos
descifran rocas de silencio
en los misterios... en los secretos... en los milagros...
Cada verso que escribo me rasga las venas
atraviesa mil soledades
más allá de las nadas de este mundo
alcanza el arcoíris de los delirios
para habitar en los corazones sensibles...
Mi Poesía está hecha de dolor y de luz
de paz y de agonía...
Es barro moldeado en alfarerías de sortilegios
rayo en nube de tempestad
delicia en curvas de alucinaciones
contemplación y éxtasis...
Es sal... sangre... sudor...lágrimas
miel y encantamiento...
Es cielo e infierno
pero es verdad... siempre...
Mi Poesía habla bajito
abrazada a los lapachos amarillos de primavera
a las azucenas de la orilla del río
a las piedras que ruedan los abismos
a los tordos que encantan los caminos
y tiene raíces en el fondo del alma...
Mi Poesía es simple como el agua de la fuente
complicada como el gesto de despedida
clara como un rayo de Sol en la vidriera
misteriosa como la fascinación de la Luna...
Mi Poesía... soy yo...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
domingo, 29 de enero de 2012
"Renascimento" de Maria Lua
Absurdos rastros
de obscuros romances
são absorvidos
por rígidos obstáculos...
E me observo resignada
ao destino adverso
absorta na renúncia
submissa
à ríspida dissolução
do sonho...
E me obrigo
à isenta abstinência
do ritual inútil
das lágrimas...
Já fiz revoar
a sombra de uma paixão
indestrutível e rota
ao refúgio exato
-o coração...
Agora me admiro
receptiva
ao reflorescimento da luz
antes de submergir
nos ondulantes abismos
do caos...
E me adivinho
límpida e refeita
na busca obstinada
do Amor...
Maria Lua
Renacimento
Absurdos rastros
de oscuros romances
son absorvidos
por rígidos obstáculos...
Y me observo resignada
al destino adverso
absorta en la renúncia
sumisa
en la áspera disolución
del sueño...
Y me obligo
a la libre abstinencia
del ritual inútil
de las lágrimas...
Ya volví a hacer volar
la sombra de una pasión
indestructible y rota
a su refugio exacto
-el corazón...
Ahora me admiro
receptiva
al reflorecimiento de la luz
antes de sumergirme
en los ondulantes abismos
del caos...
Y me adivino
límpida y renacida
en la busca obstinada
del Amor...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
de obscuros romances
são absorvidos
por rígidos obstáculos...
E me observo resignada
ao destino adverso
absorta na renúncia
submissa
à ríspida dissolução
do sonho...
E me obrigo
à isenta abstinência
do ritual inútil
das lágrimas...
Já fiz revoar
a sombra de uma paixão
indestrutível e rota
ao refúgio exato
-o coração...
Agora me admiro
receptiva
ao reflorescimento da luz
antes de submergir
nos ondulantes abismos
do caos...
E me adivinho
límpida e refeita
na busca obstinada
do Amor...
Maria Lua
Renacimento
Absurdos rastros
de oscuros romances
son absorvidos
por rígidos obstáculos...
Y me observo resignada
al destino adverso
absorta en la renúncia
sumisa
en la áspera disolución
del sueño...
Y me obligo
a la libre abstinencia
del ritual inútil
de las lágrimas...
Ya volví a hacer volar
la sombra de una pasión
indestructible y rota
a su refugio exacto
-el corazón...
Ahora me admiro
receptiva
al reflorecimiento de la luz
antes de sumergirme
en los ondulantes abismos
del caos...
Y me adivino
límpida y renacida
en la busca obstinada
del Amor...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
sábado, 28 de enero de 2012
"Mulher-Lua" de Maria Lua
Não queiras invadir minha Solidão
que tenho sede de ausência
e sou feliz na distância
se estou em paz no silêncio
da Noite...
Eu não preciso do som de tuas palavras:
tenho uma orquestra de ondas
que arrebentam nas pedras...
Eu não preciso do afago de tuas mãos:
a carícia do vento
toca meu rosto
e me arrepia...
Eu não preciso da luz de teus olhos:
o brilho das estrelas
jorra em meu caminho
e me faz cintilar...
Não queiras invadir minha Solidão
eu sou MULHER-LUA
EREMITA e POETA...
Maria Lua Del libro "De Lua e de Estrelas..."
Mujer-Luna
No quieras invadir mi Soledad
que tengo sed de ausencia
y soy feliz en la distancia
si estoy en paz en el silencio
de la Noche...
Yo no preciso del sonido de tus palabras:
tengo una orquesta de olas
que rompen en las piedras...
Yo no preciso de la ternura de tus manos:
la caricia del viento
toca mi rostro
y me eriza...
Yo no preciso de la luz de tus ojos:
el brillo de las estrellas
se derrama en mi camino
y me hace titilar...
No quieras invadir mi Soledad
yo soy MUJER-LUNA
EREMITA y POETA...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
que tenho sede de ausência
e sou feliz na distância
se estou em paz no silêncio
da Noite...
Eu não preciso do som de tuas palavras:
tenho uma orquestra de ondas
que arrebentam nas pedras...
Eu não preciso do afago de tuas mãos:
a carícia do vento
toca meu rosto
e me arrepia...
Eu não preciso da luz de teus olhos:
o brilho das estrelas
jorra em meu caminho
e me faz cintilar...
Não queiras invadir minha Solidão
eu sou MULHER-LUA
EREMITA e POETA...
Maria Lua Del libro "De Lua e de Estrelas..."
Mujer-Luna
No quieras invadir mi Soledad
que tengo sed de ausencia
y soy feliz en la distancia
si estoy en paz en el silencio
de la Noche...
Yo no preciso del sonido de tus palabras:
tengo una orquesta de olas
que rompen en las piedras...
Yo no preciso de la ternura de tus manos:
la caricia del viento
toca mi rostro
y me eriza...
Yo no preciso de la luz de tus ojos:
el brillo de las estrellas
se derrama en mi camino
y me hace titilar...
No quieras invadir mi Soledad
yo soy MUJER-LUNA
EREMITA y POETA...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
viernes, 27 de enero de 2012
"Corpo e alma" de Maria Lua
Meu corpo se desfez das desventuras
que a sorte, por azar, lhe destinou...
E a mente se perdeu nas amarguras
de culpas e de medos que juntou...
Minha alma, no delírio das procuras,
as asas do silêncio retomou...
E, em vôos de renúncias e loucuras,
as nuvens de desejos desprezou...
Meu corpo se alucina em seu espanto,
em busca de uma paz sem desencanto,
nas trilhas das estrelas do nascente...
Minha alma, na penumbra do universo,
fareja sortilégios para um verso
escrito nas distâncias do Poente!...
Maria Lua (“De Lua e de Estrelas...”, 2005)
Cuerpo y alma
Mi cuerpo olvida tantas desventuras
que el azar de la vida le dejó...
La mente se perdió en las amarguras
de culpas y de miedos que juntó.
Mi alma, en los delírios de procuras,
las alas del silencio retomó...
Y en vuelos de renuncias y locuras
las nubes de deseos despreció.
Mi cuerpo se alucina en propio espanto
en busca de una paz sin desencanto,
en caminos de estrellas del naciente...
Mi alma, en el revés del universo,
diseña sortilegios para un verso
escrito en las distancias del poniente!
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
que a sorte, por azar, lhe destinou...
E a mente se perdeu nas amarguras
de culpas e de medos que juntou...
Minha alma, no delírio das procuras,
as asas do silêncio retomou...
E, em vôos de renúncias e loucuras,
as nuvens de desejos desprezou...
Meu corpo se alucina em seu espanto,
em busca de uma paz sem desencanto,
nas trilhas das estrelas do nascente...
Minha alma, na penumbra do universo,
fareja sortilégios para um verso
escrito nas distâncias do Poente!...
Maria Lua (“De Lua e de Estrelas...”, 2005)
Cuerpo y alma
Mi cuerpo olvida tantas desventuras
que el azar de la vida le dejó...
La mente se perdió en las amarguras
de culpas y de miedos que juntó.
Mi alma, en los delírios de procuras,
las alas del silencio retomó...
Y en vuelos de renuncias y locuras
las nubes de deseos despreció.
Mi cuerpo se alucina en propio espanto
en busca de una paz sin desencanto,
en caminos de estrellas del naciente...
Mi alma, en el revés del universo,
diseña sortilegios para un verso
escrito en las distancias del poniente!
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
miércoles, 25 de enero de 2012
"Destino Poesía" de Maria Lua
Vim nos desrumos do Destino
nos braços da Lua Cigana
num manto trançado de nuvens e de lonjuras
em berço bordado de mistérios... de milagres... de miragens
para ser Poeta...
O Anjo estendeu uma esteira de estrelas errantes
na Noite de minha chegada...
O Mago transmutou em meu Coração
o latejar de dores e de desencantos em preciosos poemas...
O Eremita revelou-me a magia do Caminho
de infinitas solidões...
O Louco deixou-me nas curvas de um rio cantante
alargando as margens dos sonhos...
Da passagem pelo planeta
meu corpo transgride os limites das invenções dos homens
-profissões... rotinas... leis-
e se reveste de asas e de espantos...
Por ser Poeta
minha alma peregrina transcende estreitos espaços estáticos
e se faz albatros além-angústias em vôos visionários...
Nenhuma moeda do mundo paga
nenhum ritual de rotina pacifica
nenhum corriente aprisiona
verdades que vibram em meus versos
-sendas de sofrimentos serenizados
desencontros de desamores amados
loucuras em luares lúcidos
florações de incendidos ipês...
Luas andarilhas de calendários siderais
enfeitiçam o meu Caminho de Poeta
desnudando-me fases e faces
-alquimista de emoções
escultor de auroras e de ocasos
encantador de desencantos
emissário de Dionisos e de Poseidon...
Morte e Vida na Alma
Caos e Céu no Caminho...
Destino Poesia...
Maria Lua
Destino Poesía
Vine en las desorientaciones del Destino
en los brazos de la Luna Gitana
en un manto trenzado de nubes y de lejanías
en una cuna bordada de misterios... de milagros... de espejismos
para ser Poeta...
El Ángel tendió una estela de estrellas errantes
la Noche de mi llegada...
El Mago transmutó en mi Corazón
el palpitar de penas y desencantos en preciosos poemas...
El Ermitaño me reveló la magia del Camino
de infinitas soledades...
El Loco me dejó en los recodos de un río cantor
ensanchando los márgenes de los sueños...
De paso por el planeta
mi cuerpo transgrede los límites de las invenciones de los hombres
-profesiones... rutinas... leyes-
y se reviste de alas y de espantos...
Por ser Poeta
mi alma peregrina trasciende los estrechos espacios estáticos
y se hace albatros más allá de las angustias en vuelos visionarios...
Ninguna dinero del mundo paga
ningún ritual de rutina amansa
ninguna corriente aprisiona
las verdades que vibran en mis versos
-sendas de sufrimientos serenados
desencuentros de desamores amados
locuras en noches de luna lúcidas
floraciones de encendidos ipês...
Lunas andarinas de calendarios siderales
hechizan mi Camino de Poeta
desnudandome fases y faces
-alquimista de emociones
escultor de auroras y de ocasos
encantador de desencantos
emisario de Dionisos y de Poseidón...
Muerte y Vida en el Alma
Caos y Cielo en el Camino...
Destino Poesía...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
nos braços da Lua Cigana
num manto trançado de nuvens e de lonjuras
em berço bordado de mistérios... de milagres... de miragens
para ser Poeta...
O Anjo estendeu uma esteira de estrelas errantes
na Noite de minha chegada...
O Mago transmutou em meu Coração
o latejar de dores e de desencantos em preciosos poemas...
O Eremita revelou-me a magia do Caminho
de infinitas solidões...
O Louco deixou-me nas curvas de um rio cantante
alargando as margens dos sonhos...
Da passagem pelo planeta
meu corpo transgride os limites das invenções dos homens
-profissões... rotinas... leis-
e se reveste de asas e de espantos...
Por ser Poeta
minha alma peregrina transcende estreitos espaços estáticos
e se faz albatros além-angústias em vôos visionários...
Nenhuma moeda do mundo paga
nenhum ritual de rotina pacifica
nenhum corriente aprisiona
verdades que vibram em meus versos
-sendas de sofrimentos serenizados
desencontros de desamores amados
loucuras em luares lúcidos
florações de incendidos ipês...
Luas andarilhas de calendários siderais
enfeitiçam o meu Caminho de Poeta
desnudando-me fases e faces
-alquimista de emoções
escultor de auroras e de ocasos
encantador de desencantos
emissário de Dionisos e de Poseidon...
Morte e Vida na Alma
Caos e Céu no Caminho...
Destino Poesia...
Maria Lua
Destino Poesía
Vine en las desorientaciones del Destino
en los brazos de la Luna Gitana
en un manto trenzado de nubes y de lejanías
en una cuna bordada de misterios... de milagros... de espejismos
para ser Poeta...
El Ángel tendió una estela de estrellas errantes
la Noche de mi llegada...
El Mago transmutó en mi Corazón
el palpitar de penas y desencantos en preciosos poemas...
El Ermitaño me reveló la magia del Camino
de infinitas soledades...
El Loco me dejó en los recodos de un río cantor
ensanchando los márgenes de los sueños...
De paso por el planeta
mi cuerpo transgrede los límites de las invenciones de los hombres
-profesiones... rutinas... leyes-
y se reviste de alas y de espantos...
Por ser Poeta
mi alma peregrina trasciende los estrechos espacios estáticos
y se hace albatros más allá de las angustias en vuelos visionarios...
Ninguna dinero del mundo paga
ningún ritual de rutina amansa
ninguna corriente aprisiona
las verdades que vibran en mis versos
-sendas de sufrimientos serenados
desencuentros de desamores amados
locuras en noches de luna lúcidas
floraciones de encendidos ipês...
Lunas andarinas de calendarios siderales
hechizan mi Camino de Poeta
desnudandome fases y faces
-alquimista de emociones
escultor de auroras y de ocasos
encantador de desencantos
emisario de Dionisos y de Poseidón...
Muerte y Vida en el Alma
Caos y Cielo en el Camino...
Destino Poesía...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
martes, 24 de enero de 2012
"Imobilidade" de Maria Lua
Deixa-me navegar nos mares de teus silêncios...
Segredos abissais emudecem auroras
aprisionam sonhos
encobrem saudades...
Na mudez atônita dos teus lábios
escondem-se esboços de murmúrios...
Na surdez longínqua de teus ouvidos
atropelam-se presságios de convites...
Na imobilidade cálida de tuas mãos
esvaem-se silhuetas de carícias...
Deixa-me desbravar as trilhas de teus mistérios...
Lembranças ancestrais revelam ocasos
libertam emoções
desvendam medos...
Na claridade absurda de teus olhos
incendeiam-se loucuras...
No enigma obscuro de teu rosto
enraízam-se desejos...
Na inquietude serena de teus braços
reinventam-se os abraços...
Deixa-me sonhar às margens de tua ausência...
Lentos rituais renovam delírios
imobilizam gestos
transfiguram a Solidão...
Maria Lua
Inmovilidad
Déjame navegar en los mares de tus silencios...
Secretos abisales enmudecen auroras
aprisionan sueños
encubren nostalgias...
En la mudez atónita de tus labios
se esconden esbozos de murmullos...
En la sordera distante de tus oídos
se atropellan presagios de invitaciones...
En la inmovilidad cálida de tus manos
se insinuan siluetas de caricias...
Déjame explorar las sendas de tus misterios...
Recuerdos ancestrales revelan ocasos
liberan emociones
revelan miedos...
En la claridad absurda de tus ojos
se encienden locuras...
En el enigma oscuro de tu rostro
se enraízan deseos...
En la inquietud serena de tus brazos
se reinventan los abrazos...
Déjame soñar a orillas de tu ausencia...
Lentos rituales renuevan delirios
imobilizan gestos
transfiguran la Soledad...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
Segredos abissais emudecem auroras
aprisionam sonhos
encobrem saudades...
Na mudez atônita dos teus lábios
escondem-se esboços de murmúrios...
Na surdez longínqua de teus ouvidos
atropelam-se presságios de convites...
Na imobilidade cálida de tuas mãos
esvaem-se silhuetas de carícias...
Deixa-me desbravar as trilhas de teus mistérios...
Lembranças ancestrais revelam ocasos
libertam emoções
desvendam medos...
Na claridade absurda de teus olhos
incendeiam-se loucuras...
No enigma obscuro de teu rosto
enraízam-se desejos...
Na inquietude serena de teus braços
reinventam-se os abraços...
Deixa-me sonhar às margens de tua ausência...
Lentos rituais renovam delírios
imobilizam gestos
transfiguram a Solidão...
Maria Lua
Inmovilidad
Déjame navegar en los mares de tus silencios...
Secretos abisales enmudecen auroras
aprisionan sueños
encubren nostalgias...
En la mudez atónita de tus labios
se esconden esbozos de murmullos...
En la sordera distante de tus oídos
se atropellan presagios de invitaciones...
En la inmovilidad cálida de tus manos
se insinuan siluetas de caricias...
Déjame explorar las sendas de tus misterios...
Recuerdos ancestrales revelan ocasos
liberan emociones
revelan miedos...
En la claridad absurda de tus ojos
se encienden locuras...
En el enigma oscuro de tu rostro
se enraízan deseos...
En la inquietud serena de tus brazos
se reinventan los abrazos...
Déjame soñar a orillas de tu ausencia...
Lentos rituales renuevan delirios
imobilizan gestos
transfiguran la Soledad...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
lunes, 23 de enero de 2012
"Vôos longínquos" de Maria Lua
Beijando o rosto das folhas
belo é o vôo inquieto das borboletas...
Sugando o mel das flores
belo é o vôo obreiro das abelhas...
Acima das árvores da primavera
belo é vôo encantado dos pássaros...
Mas tenho fome de distâncias ... sede de aventuras
e asas feitas para infinitos...
Meu vôos não cabem nos limites das primaveras floridas
nos espaços cercados de regras e de leis...
Meus vôos farejam alucinações e deslumbramentos
além dos olhares dos condores... das águias... dos albatrozes...
Meus vôos ultrapassam nuvens e galáxias
longe das fronteiras e das cercas...
Meus vôos brotam em versos
sem regras e sem preconceitos
de um claro poema de desvarios...
Meus versos falam a linguagem das almas
e só pelas almas será entendido...
Meus versos arrebentam
os arames farpados da mente
as grades das gaiolas das lágrimas
as algemas dos cativeiros das palavras
e simplemente voam...
Para que entendas os vôos de meus versos
é preciso que tenhas te ferido
na agonia dos amores desamados
no desencanto do sonho desperdiçado
nos desacertos do destino...
É preciso que te banhes na frágil claridade da Lua
que bebas das águas de um rio cantante
que saibas conquistar oceanos sem máscaras e sem nadadeiras...
Meus versos florescem em poemas
refletidos dos espelhos d'água de fundos mistérios
sempre com o inconfundível sabor do delírio
as asas das miragens dos sonhos impossíveis
o sangue ardente de minhas veias aflitas
a solidão definitiva de meu coração incompreendido
e o vôo fascinante de minha luminosa alma insone...
Se tuas asas foram feitas apenas para vôos rasantes
não comprenderás os vôos longínquos de minha alma
nem decifrarás os segredos de meus versos...
Maria Lua
Vuelos remotos
Besando el rostro de las hojas
bello es el vuelo inquieto de las mariposas...
Libando la miel de las flores
bello es el vuelo obrero de las abejas...
Por encima de los árboles de la primavera
bello es el vuelo encantado de los pájaros...
Pero tengo hambre de distáncias ... sed de aventuras
y alas hechas para infinitos...
Mis vuelos no caben en los límites de las primaveras floridas
en los espacios cercados por reglas y por leyes...
Mis vuelos rastrean alucinaciones y deslumbramientos
más allá de la mirada de los cóndores... de las águilas... de los albatros...
Mis vuelos traspasan nubes y galáxias
lejos de las fronteras y de los vallados...
Mis vuelos brotan en versos
sin reglas y sin prejuicios
de un claro poema de desvaríos...
Mis versos hablan el lenguage de las almas
y sólo por las almas será entendido...
Mis versos revientan
las alambradas de la mente
los barrotes de las prisiones de las lagrimas
las cadenas de los cautiverios de las palabras
y simplemente vuelan...
Para que entiendas los vuelos de mis versos
es preciso que te hayas herido
en la agonía de los amores sin amor
en el desencanto del sueño desperdiciado
en los desaciertos del destino...
Es preciso que te bañes en la frágil claridad de la Luna
que bebas de las aguas de un rio cantarín
que sepas conquistar océanos sin gafas y sin aletas...
Mis versos florecen en poemas
reflejados por los espejos de agua de hondos misterios
siempre con el inconfundible sabor del delirio
las alas de las ilusiones de los sueños imposibles
la sangre ardiente de mis venas afligidas
la soledad definitiva de mi corazón incomprendido
y el vuelo fascinante de mi luminosa alma insomne...
Si tus alas fueron hechas sólo para vuelos rasantes
no comprenderás los vuelos remotos de mi alma
ni descifrarás los secretos de mis versos...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
belo é o vôo inquieto das borboletas...
Sugando o mel das flores
belo é o vôo obreiro das abelhas...
Acima das árvores da primavera
belo é vôo encantado dos pássaros...
Mas tenho fome de distâncias ... sede de aventuras
e asas feitas para infinitos...
Meu vôos não cabem nos limites das primaveras floridas
nos espaços cercados de regras e de leis...
Meus vôos farejam alucinações e deslumbramentos
além dos olhares dos condores... das águias... dos albatrozes...
Meus vôos ultrapassam nuvens e galáxias
longe das fronteiras e das cercas...
Meus vôos brotam em versos
sem regras e sem preconceitos
de um claro poema de desvarios...
Meus versos falam a linguagem das almas
e só pelas almas será entendido...
Meus versos arrebentam
os arames farpados da mente
as grades das gaiolas das lágrimas
as algemas dos cativeiros das palavras
e simplemente voam...
Para que entendas os vôos de meus versos
é preciso que tenhas te ferido
na agonia dos amores desamados
no desencanto do sonho desperdiçado
nos desacertos do destino...
É preciso que te banhes na frágil claridade da Lua
que bebas das águas de um rio cantante
que saibas conquistar oceanos sem máscaras e sem nadadeiras...
Meus versos florescem em poemas
refletidos dos espelhos d'água de fundos mistérios
sempre com o inconfundível sabor do delírio
as asas das miragens dos sonhos impossíveis
o sangue ardente de minhas veias aflitas
a solidão definitiva de meu coração incompreendido
e o vôo fascinante de minha luminosa alma insone...
Se tuas asas foram feitas apenas para vôos rasantes
não comprenderás os vôos longínquos de minha alma
nem decifrarás os segredos de meus versos...
Maria Lua
Vuelos remotos
Besando el rostro de las hojas
bello es el vuelo inquieto de las mariposas...
Libando la miel de las flores
bello es el vuelo obrero de las abejas...
Por encima de los árboles de la primavera
bello es el vuelo encantado de los pájaros...
Pero tengo hambre de distáncias ... sed de aventuras
y alas hechas para infinitos...
Mis vuelos no caben en los límites de las primaveras floridas
en los espacios cercados por reglas y por leyes...
Mis vuelos rastrean alucinaciones y deslumbramientos
más allá de la mirada de los cóndores... de las águilas... de los albatros...
Mis vuelos traspasan nubes y galáxias
lejos de las fronteras y de los vallados...
Mis vuelos brotan en versos
sin reglas y sin prejuicios
de un claro poema de desvaríos...
Mis versos hablan el lenguage de las almas
y sólo por las almas será entendido...
Mis versos revientan
las alambradas de la mente
los barrotes de las prisiones de las lagrimas
las cadenas de los cautiverios de las palabras
y simplemente vuelan...
Para que entiendas los vuelos de mis versos
es preciso que te hayas herido
en la agonía de los amores sin amor
en el desencanto del sueño desperdiciado
en los desaciertos del destino...
Es preciso que te bañes en la frágil claridad de la Luna
que bebas de las aguas de un rio cantarín
que sepas conquistar océanos sin gafas y sin aletas...
Mis versos florecen en poemas
reflejados por los espejos de agua de hondos misterios
siempre con el inconfundible sabor del delirio
las alas de las ilusiones de los sueños imposibles
la sangre ardiente de mis venas afligidas
la soledad definitiva de mi corazón incomprendido
y el vuelo fascinante de mi luminosa alma insomne...
Si tus alas fueron hechas sólo para vuelos rasantes
no comprenderás los vuelos remotos de mi alma
ni descifrarás los secretos de mis versos...
Maria Lua
(versión de Pedro Casas Serra)
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